"Oásis de Oxigénio" descoberto da Antártida | Pplware Kids

“Oásis de Oxigénio” descoberto da Antártida

A história da Terra (e a do Universo também) é extremamente interessante. Para tudo ser como é agora, muitas mudanças foram sofridas ao longo de milhões de anos. Inicialmente, a Terra era um planeta com muito pouco oxigénio atmosférico. Até que algumas bactérias desenvolveram a capacidade de fotossíntese.

De acordo com um novo relatório do periódico Geology, os cientistas que estão a trabalhar na Antártida podem ter descoberto uma reprodução moderna das condições que levaram ao Grande Evento de Oxigenação (GOE) da Terra. Tal evento preencheu a atmosfera com oxigénio necessário à vida tal e qual como a conhecemos, há cerca de 2.5 mil milhões de anos atrás.

Fonte: Tyler Mackey/UC Davis

Fonte: Tyler Mackey/UC Davis


Localizados no Lago Fryxell nos Vales Secos de McMurdo da Antártida, os investigadores disseram que se depararam com aquilo a que chamam “oásis de oxigénio”, uma área teórica onde o oxigénio foi gerado antes de se tornar comum na Terra.

De acordo com a equipa, os lagos dos Vales Secos de McMurdo contêm oxigénio nas camadas superiores, apesar das camadas superficiais serem pobres em oxigénio. O Lago Fryxell é uma anormalidade porque torna-se pobre em oxigénio num nível que ainda pode ser alcançado pela luz.

Oásis de Oxigénio como na “antiga” Terra?

A equipa fez diversas sessões de mergulho no Lago Fryxell e descobriram uma bactéria de um verde brilhante capaz de praticar fotossíntese. À medida que investigaram mais, descobriram que uma fina camada de oxigénio está a ser gerada por microorganismos.

Vales Secos de McMurdo

Vales Secos de McMurdo

Dawn Sumner, professor de ciências planetárias na Universidade da Califórnia, Davis, disse que um fenómeno similar ocorreu à milhões de anos atrás.

“A ideia é de que, os lagos e rios eram anóxicos, mas havia pouca luz disponível, e então pequenas quantidades de oxigénio poder-se-iam acomular nas esteiras”

– disse Sumner

A equipa disse que a futura investigação deste sistema envolve também investigar as reações químicas entre o “oásis de oxigénio” e a água rarefeita em oxigénio logo acima, bem como os sedimentos depositados abaixo. Adicionaram que esta investigação poderá ajudar a compreender como é que as assinaturas químicas estão “gravadas” nas rochas.

De acordo com um estudo recente sobre o Grande Evento de Oxigenação, revelou-se que os microorganismos geraram oxigénio há cerca de 2.7 mil milhões de anos. Isto significa que os organismos aquáticos poderão não ter sido os únicos a contribuir para a oxigenação do nosso planeta.

Fonte: redOrbit

Arquivado na categoria: Educação


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