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Cigarros eletrónicos ajudam a deixar de fumar?

O primeiro grande estudo realizado sobre cigarros eletrónicos concluiu que, em questão de auxiliar os fumadores a deixar os cigarros, o dispositivo é quase duas vezes mais eficaz do que produtos convencionais de reposição de nicotina, como adesivos ou pastilhas. Mesmo que a taxa de sucesso seja ainda baixa, a vantagem está a tornar-se, aos poucos, clara.

O consumo de tabaco causa cerca de 6 milhões de mortes, por ano, em todo o mundo. A vantagem dos cigarros eletrónicos é o facto de oferecer aos consumidores a nicotina que anseiam, sem o alcatrão tóxico e os fatores cancerígenos provenientes da inalação do fumo do tabaco.


Ainda que repleto de vantagens, em termos de saúde, existem muitos países que não os aprovam, na medida em que representam uma ferramenta de término da atividade tabagística.

Os profissionais de saúde têm resistido à recomendação do seu uso, por causa da falta de evidências claras de ensaios clínicos controlados. Agora, é provável que isso mude.

Disse Peter Hajek, o principal autor do estudo e professor de psicologia clínica, na Queen Mary University of London, no Reino Unido.

O estudo, encabeçado por Peter Hajek, foi realizado na Grã-Bretanha e financiado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde e em Cancro, do Reino Unido. Os 886 colaboradores, fumadores, foram divididos, aleatoriamente, em grupos para usar ou cigarros eletrónicos, ou para terapias tradicionais de reposição de nicotina. Ambos os grupos participaram, ainda, em quatro sessões semanais de aconselhamento.

Os fumadores do primeiro grupo, receberam um kit inicial, constituído por um dispositivo recarregável e nicotina líquida. Os do segundo, podiam escolher entre uma variedade de produtos, incluindo o adesivo, pastilha elástica, pastilha e spray nasal.

O ensaio clínico decorreu entre maio de 2015 e fevereiro de 2018. Como os fumadores foram convocados a partir de clínicas e já estavam predispostos a deixar de fumar. Este facto pode ter influenciado e afetado levemente os resultados obtidos.

Os colaboradores eram, na sua maioria, de meia-idade, fumavam cerca de meio a um maço, por dia, e já haviam tentado deixar de fumar.

Por duvidar dos relatos de abstinência dos participantes e até para precisar o consumo efetivo, os investigadores mediram as quantidades de monóxido de carbono na respiração de cada um.

Segundo o coautor do estudo, Maciej Goniewicz, o sucesso dos cigarros eletrónicos pode refletir uma combinação de fatores:

É sobre o método de entrega, a quantidade de nicotina e o comportamento do utilizador. Cigarros eletrónicos têm a vantagem de o indivíduo poder escolher quando e como usá-los. Os produtos de terapia de reposição de nicotina possuem instruções específicas, que são diferentes para cada produto.

As taxas mais altas de abandono do cigarro, em prol do eletrónico, podem ser explicadas pela questão de esses participantes preferirem o dispositivo a qualquer outro produto.

A edição onde este estudo foi publicado, na revista científica New England Journal of Medicine, contou também com um editorial, escrito pelo pneumologista George T. O’Connor e pela especialista em saúde comportamental Belinda Borreli. Essa observou que 80% dos participantes que pararam de fumar a usar os cigarros eletrónicos, continuavam a usá-los depois de um ano.

Pelo contrário, apenas 9% do grupo de terapia de reposição de nicotina continuava a usar os produtos, depois de um ano. Esta questão levanta preocupações sobre o vício continuado em nicotina e as consequências, desconhecidas para a saúde, associadas ao uso prolongado de cigarros eletrónicos.

Os especialistas recomendam que os cigarros eletrónicos sejam utilizados somente quando outras abordagens de cessação já falharam. Acrescentam que os pacientes devem usar a menor dose de nicotina possível.

Outro editorial alertou ainda a Administração de Drogas e Alimentos, dos Estados Unidos da América para proibir todos os sabores de nicotina para os cigarros eletrónicos. Esta medida tornaria todo o conceito menos apelativo para os jovens.

Arquivado na categoria: Educação


2 Comentários

  1. Luiz Carlos Pauli

    Essas campanhas contra o tabaco, não passam de mentiras, orquestradas por governo esquerdistas, e pior, a mando da OMS, e a própria OMS, incentiva estruturas de governo como o INCA e a FIOCRUZ, a distorcer dados e estatisticas do cigarro…………INFORMAÇÃO OFICIAL. Apenas no intuito de ajudar nessa questão do cigarro, passo informações oficiais. 1) fumo passivo do cigarro é fantasia, nunca existiu, foi “encomendado” por organizações antitabaco, patrocinadas pelo Bloomberg, no Youtube, tem a explicação do dr. Gori do US National Câncer, explicando os motivos, portanto, não existe fumo passivo do cigarro. 2) câncer de pulmão na realidade, é epidemia em quem não fuma, e para piorar, aumenta a niveis galopantes em não fumantes, FONTE. Instituto Lado a Lado câncer de pulmão um novo olhar. 3) outra falsa informaçaõ essa de que morrem 200 mil fumantes todo ano no Brasil, basta acessar o DATASUS, banco de dados, onde médicos de todo o Brasil por formulário informam as causas mortis morrem apenas 925 fumantes ano no Brasil, pois de 2006 a 2010, foram a óbito 4625 fumantes. 4) é a fumaça do diesel que está matando e adoecendo todo mundo, e não o cigarro, basta acessar GloboNews, os beneficios do biodiesel, e mostra claramente na autópsia, como é o pulmão de não fumantes no Brasil, ele é totalmente preto, podre e encharcado. 5) Própria medicina decretou no processo de nr. 583.00.1995.523.167-5 que essas campanhas contra o cigarro sempre foram fantasias, no mesmo processo a medicina sequer encontrou causualidade DIRETA entre fumar e câncer, isso é até o óbvio, pois ninguém sabe as causas do câncer. 6) cientistas da universidade John Hopkins, já alertam o mundo, que câncer nada tem a ver com fatores externos, como o cigarro por exemplo, câncer vem pelo azar, está publicado na mais famos revista de ciência do mundo, a SCIENCE, 7) 372 BILHOES ANUAIS, o governo brasileiro gasta com alcoolismo, ou seja, 7,3% do PIB brasileira, 90% de todas as mortes por drogas ditas legalizadas é pelo alcool, infelizmente isso prova que falar mal do cigarro, é apenas ideologia para organizações antitabaco. Infelizmente, além de falsos dados, saúde é o que menos interessa. Caso queiram os links oficiais, informem. Um grande abraço.

  2. Posso até concordar com as estatísticas encomendadas e/ou distorcidas. Mas como ex-fumante, sei perfeitamente que o cigarro é um vício desgraçado. Agora, dizer que câncer vem pelo AZAR é no mínimo uma piada de mau gosto. Isso é que realmente não existe. Todas as doenças e aliás tudo na vida tem CAUSA. A lei de CAUSA e EFEITO ainda não foi abolida meu caro.

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