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As escolas têm à venda mais doces que os permitidos

Decerto que conhecem as populares máquinas de venda de alimentos. Estão presentes em escolas, hospitais, paragens de autocarro, etc. Mas, quando olhamos para essas máquinas vemos produtos saudáveis? Infelizmente não, e chega a ser um pouco alarmante quando estes produtos estão acessíveis às crianças, sobretudo dentro de uma escola.

Existem, contudo, regras para a venda destes produtos, mas algumas escolas parecem ignorar as mesmas, e vendem mais alimentos açucarados que o permitido.

Maquinas de Comida



Numa era em que a obesidade, sobretudo nas crianças, é uma realidade alarmante, uma vez que praticamente todos os produtos aliciantes, à venda no supermercado, estão compostos por quantidades extremas de açucar (daí serem aditivos), a exposição e acesso destes produtos aos mais jovens deverá ser o mais controlado possível.

Mas, na verdade, nem sempre isso acontece.

Segundo explica o Diário de Notícias, em 2012 a Direcção-Geral da Educação (DGE) determinou e publicou regras concretas destinadas à alimentação nas escolas, onde o objectivo era controlar os alimentos vendidos, sobretudo os mais açucarados, gordurosos e, consequentemente, prejudiciais à saúde.

alimantação não saudavel

Escolas continuam a vender mais produtos açucarados que o que deviam

Ainda existem muitas escolas que têm ao dispor dos alunos, sobretudo nas máquinas de comida, bebidas açucaradas como chás gelados, coca-cola, pepsi, fanta, etc, e vários alimentos que nada têm de saudável e muito têm de açucar.

À DGS chegam muitas queixas mas, alguns directores das escolas, referem que estas máquinas têm sido uma fonte de rendimento para as escolas. No entanto, afirmam que estão a decorrer negociações com as empresas responsáveis pelo abastecimento destas máquinas, no sentido de se disponibilizarem mais produtos saudáveis.

 

fruta

Numa pesquisa feita em 2015 pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, verificou-se que, em 20 escolas avaliadas daquele concelho, 80% continuavam a vender mais produtos não saudáveis que os devidos, e somente 50% tinham fruta disponível.

Segundo Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP) e director do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia , contou ao Diário de Notícias:

Ainda se vêem alimentos e bebidas que não devem ser comercializados em algumas escolas públicas portuguesas, mas é cada vez menos usual.

Por sua vez, Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares, afirma que:

As máquinas estavam preparadas para determinado tipo de produtos. As escolas que as querem manter têm de falar com as empresas para mudar os produtos que existiam, nomeadamente os refrigerantes.

Manuel Pereira refere ainda que estas máquinas de venda automática são uma fonte de rendimento, uma vez que as escolas recebem uma percentagem das suas vendas.

Alimentos que as escolas não devem disponibilizar nas escolas. (DGS)

Alimentos que as escolas não devem disponibilizar nas escolas. (DGS)

Apesar de tudo, o director do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, afirma que muitos pais queixam-se à DGS de que muitas escolas não cumprem as regras acertadas em 2012, que impõe a venda de refrigerantes, a venda de embalagens de chocolates superiores a 50 gramas, pastéis, bolachas e biscoitos com cobertura/recheados, guloseimas, etc.

Segundo Jorge Ascensão, presidente da Confederação Geral das Associações de Pais, este problemas está mais ou menos controlado e, apesar de existirem situações pontuais, sempre que as associações de pais de apercebem, a escola é contactada.

Mas, mesmo que a escola elimine por completo esta venda de produtos nada saudáveis, a verdade é que, as crianças conseguem arranjar formas de os obter facilmente pois, como Filinto Lima alerta:

Do outro lado da rua há cafés a vender esses alimentos, que os alunos levam para a escola. [É papel das escolas] sensibilizar os alunos e as famílias, que também dão às crianças em casa aquilo que as escolas estão proibidas de vender.

Sabiam que existem regras para a venda destes alimentos, nas escolas?

Arquivado na categoria: Curiosidades, Escola


1 Comentário

  1. Só na minha escola vendia-se tudo: bolos tipo bolas de berlim, folhados, milfolhas, donuts e panike de chocolate à força. só panike chocolate eram vendidos uns 200 ao dia numa escola com uns 800 alunos.pastilhas elásticas? sempre disponivel! refeições rápidas? temos tosta mista, Americanas, etc…

    E vending machines? tinhamos 2, não controladas: bolachas recheadas, Twix, Kit Kat, croassaint com força, sumos do género capri Sone que contém mais conservantes e corante que sei lá o quê… e tinhamos 2 dessas!
    que se há-de fazer? é assim que a escola consegue mais uns euritos ao fim do mês…

    depois lá fora: 4 pastelarias agrupadas a maximo 100 metros da escola! Até me lembro de um miudo, que TODOS OS DIAS, ia à pastelaria de manha comprar um panike de chocolate, coca-cola e batatas fritas! e quem tinha acesso lá fora? toda a gente com um cartão estudante autorizado, conseguido a partir do 7º ano e que à volta de 70-80% de toda a população escolar do 7 ao 12 ano tinha…

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