Não deixe o seu animal de estimação na hora do "adeus" | Pplware Kids

Não deixe o seu animal de estimação na hora do “adeus”

Se há algo realmente difícil é a despedida de um animal de estimação. A partida natural é dolorosa, mas quando os donos dos animais têm de ver o seu companheiro a morrer, a situação torna-se particularmente angustiante.

Quando morre um animal que nos acompanhou muitos anos da nossa vida, a dor é tão forte como se morresse um familiar próximo, mas como será estar “na pele” do animal na hora da partida?


Recentemente, Jessi Dietrich perguntou ao veterinário do seu animal qual era a parte mais difícil do seu trabalho. De modo a alertar os demais donos, que podiam também desconhecer esta realidade, a própria partilhou a resposta na rede social Twitter.

O veterinário revelou que o que mais custa na sua profissão é sacrificar um animal. Afirmou que 90% das vezes em que é necessário o procedimento, os donos preferem deixar a sala e não presenciar o momento.

Apesar de fazerem isso para se protegerem de uma dor maior, os donos esquecem-se que os seus companheiros de aventuras e de partilha do lugar no sofá os querem com eles naquele último momento, procurando-os por toda a parte.

O perfil do Hospital Veterinário Hillcrest partilhou uma publicação semelhante. Nela pedia, escrito por um outro veterinário, para os donos não abandonarem os animais no momento da despedida. Uma vez que toda a vida do animal se baseia na pessoa que tomou conta de si, eles precisam de apoio naquele momento.

Apesar de não censurarem os donos que “deixam” os animais nesse momento e de fazerem de tudo para manter o animal confortável e tranquilo, os veterinários afirmam que é importante a presença dos donos.

Um animal de estimação, um companheiro de todos os dias, deve partir com a certeza que não está só nesse momento.

Via

Por Ana Sofia Neto para Pplware Kids

Arquivado na categoria: Educação


9 Comentários

  1. O meu Alex (um Rottweiler de 7 anos) teve um Cancro Linfático ao qual não resistiu mesmo após 5/6 meses de quimio e outros.
    No dia em que fomos ao Veterinário para a despedida, eu precisei de ficar com ele ao meu colo, sentado no chão, a vê-lo partir…
    Foi uma dor terrível, mas ele partiu calmo, ao colo do dono.
    Acho que só podia ser assim.
    Isto aconteceu há 7 anos (fez este mês).
    Ainda agora que escrevo estas linhas me veem lágrimas ao olhos.
    Fiquem ao lado dos vossos animais, eles dão tudo por vocês enquanto cá andam…

  2. Excelente partilha e concordo plenamente, não querendo acomplexar o artigo, com familiares passa-se o mesmo em estados terminais, em que muitas pessoas preferem não lidar/ver/estar lá e conservar a imagem que tem.

    Não é cobardia mas apenas não ter estômago para tal…e acreditem é mesmo preciso tê-lo.

    A titulo de reforço do artigo so queria dizer isto:

    Lembrem-se que quem não tem opção é quem está/vai partir, neste caso eles.., enquanto quem cá fica tem a vida toda para arranjar estômago e lidar com a perda e com o que assistiu…

    Obrigado a todos

  3. NaoAbandonemQuemNuncaVosAbandona

    Hoje partiu o meu Boxer de 12 anos.
    As complicações já eram muitas e a falta de mobilidade devido a essas mesmas complicações ditaram a nossa decisão (sim, foi uma decisão conjunta, pois eu sozinho, por egoismo não a conseguiria tomar).
    Foi uma das decisões mais dificeis que tivemos que tomar, mas ainda bem que alguém na familia tem a cabeça fria para analisar estas situações, pois eu não queria que a partida dele se desse nem hoje, nem num futuro tão próximo (apesar de saber desde o primeiro dia que o fui buscar a uma residência no Meco e ele me escolheu, vindo logo ao meu encontro, enquanto os restantes irmãos olhavam desconfiado para a personagem que tinha acabado de entrar em casa; que a vida de um companheiro daquele calibre duraria perto dos 12 anos).
    As indicações fornecidas pela Veterinária, que quase sempre o acompanhou nestes 12 anos foram ouvidas por entre lágrimas que me rolavam pelo rosto e que eu a custo tentava disfarçar.
    As opções no final reduziram-se a fazê-lo partir tranquilamente, ou à base de medicamentos tentar combater a doença que já o consumia em diversos pontos internos, mas que no entanto não lhe iria conseguir dar a autonomia que ele necessitava, pois as patas traseiras já não conseguiam segurar aqueles 37kg de “cabra maluca” que nunca chegou a crescer, mantendo-se até há uns 3 meses atrás um Jovem de Espirito, que dava saltos de felicidade cada vez que chegavamos a casa.
    A opção escolhida a custo e pensando no bem estar do meu Spot, foi fazê-lo partir tranquilamente.
    A Veterinária e os seus colaboradores prepararam tudo, enquanto nós nos preparavamos para assinar a autorização necessária.
    Entramos na sala e encontramo-lo deitado no chão.
    O olhar com que nos brindou quando entrámos fez-nos acreditar que presentia o que estava prestes a acontecer.
    A respiração rápida, abrandou no instante em que nos sentámos no chão ao seu lado e lhe afaguei o rosto como ele tanto gostava.
    Encostou ainda mais o rosto à minha mão enquanto eu lhe massajava a bochecha e a Veterinária lhe ministrava o liquido que o iria fazer partir sem sentir dor.
    Assisti ao liquido azul a ser injectado no catéter da sua pata dianteira esquerda.
    Assisti ao olhar de despedida dele, enquanto o liquido se espalhava pela sua circulação.
    Assisti ao reduzir dos movimentos toráxicos.
    O que eu não assisti foi ao fechar dos seus olhos até dar o seu ultimo batimento cardiaco. Os olhos continuaram abertos, como se quisesse confirmar até ao ultimo momento que eu continuaria ali, não o deixando sozinho iniciar aquele sono profundo do qual já não iria regressar.
    Após o ultimo batimento do seu coração confirmado pela Veterinária e de mais um “Obrigado” meu sussurrado ao seu ouvido, fechei-lhe os olhos, continuei por uns minutos ainda a massajar-lhe a bochecha, levantei-me do chão e deixei a Veterinária prosseguir com as restantes acções.
    Sai da sala sem conseguir olhar novamente para trás, julgo que queria manter a ideia que ele dormia.
    Nestas 12 horas que já passaram, poucos momentos houve em que não me recordei de algo que ele tivesse feito nestes 12 anos.
    Recordações da viagem de regresso a casa após o ir buscar, onde só acalmou quando abri a porta da transportadora e lhe meti a mão a servir-lhe de almofada durante quase toda a viagem. Muitas mudanças foram postas com a mão esquerda, de modo a deixa-lo descansar o mais possivel.
    Recordações do sorriso incrivel com que a minha filha o presenteou quando ela o viu (acho que o sorriso dela, fez com que ele criasse uma paixão assolapada que durou até hoje, pois a ultima tentativa que ele fez, mesmo tendo consciência que não iria conseguir, foi tentar levantar-se para ir ter com ela quando a viu ontem pela ultima vez).
    Recordações das várias “traquinices” que ele fazia pelo quintal que era só seu e que apesar de saber que iriamos ralhar com ele por mais uma vez ter destruido uma laranjeira acabada de plantar, assim que nos via, vinha saltando ao nosso encontro. Recordações do dia em que lhe apresentámos o pequeno gato Neko (que apesar de todas as probabilidades, se tornou o seu grande amigo e companheiro de partilha do imenso quintal) e do olhar de lado com que o presenteou, não acreditando que aquela pequena bola de pelo cinzenta que agora lhe apresentávamos, lhe iria dar tantas alegrias (ainda há três dias, quando as pernas já não o seguravam, assistimos a uma cena incrivel entre os dois. O Spot deitado na sua cama, já com as pernas a falharem e o Neko a lambê-lo e a roçar-se por ele como que a insentiva-lo a levantar-se, dizendo-lhe ao ouvido algo como – “Quem desiste são os Bulldog Franceses, não um Boxer forte como tu. Vá levanta esse rabo dai e vamos deitar-nos ali ao sol”.
    Como poderia eu deixar “adormecer” sozinho um Amigo que inicialmente tudo fazia para ser o primeiro a chegar a casa quando vinhamos da nossa volta diária e que agora para o fim olhava para mim e dizia com o olhar – “Já ganhei tantas vezes, que agora podes ser tu a chegar primeiro”.
    Até sempre companheiro.
    Estarás sempre presente naquele quintal e nos nossos pensamentos.

  4. Meu nicky, um labrador de 18 anos feitos recentemente foi partindo aos pouquinhos mas sempre com os donos ao lado, ainda lambeu um pouco de queijinho antes de o levar para a vet, ficou com oxigenio até ao fim, e os donos sempre ao lado, por pior que seja esse momento eu não consigo afastar-me, tenho de ficar para mimar, abraçar e ele sentir que eu o amo sempre. Infelizmente já têm sido alguns que vejo partir e alguns bem novinhos. A doença ou acidente não têm idade. Dooooiiiii, se doooiiii mesmo sabendo que um dia vai acontecer, não se está preparado para ficar sem eles.

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