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Privacidade Online – será que existe?

Atualmente, todos nós utilizamos a Internet para os mais diversos fins como pesquisa, lazer, comunicação, entre outros. Quando nos inscrevemos num serviço online, estamos a fornecer e a confiar os nossos dados a empresas que não conhecemos.

Na sequência disto, será que nós estamos seguros na Internet? Será que a privacidade online existe? É esta a questão que se prende com a temática deste trabalho: a privacidade online.

Privacidade Online - será que existe?


Genericamente, a privacidade online é algo que não existe. Com isto, surge então uma pergunta: porquê? Porque estás a dizer que a privacidade online não existe? Tal como em reality shows como o “Big Brother”, estamos todos a ser constantemente vigiados.

Surge então outra pergunta: por quem? Por quem é estamos a ser vigiados? Nós estamos a ser constantemente vigiados por serviços (ou agências) de inteligência. Estes serviços são, normalmente, um departamento governamental cuja função é recolher informações relacionadas com possíveis ameaças ao estado.

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Aqui estão representadas algumas das agências de inteligência mais conhecidas a nível mundial como a CIA e o FBI dos Estados Unidos da América; o MI6 e o MI5 do Reino Unido; os serviços de inteligência do Canadá, da Argentina e de Portugal.

Antes de vos dar exemplos de diversos ataques a serviços ou alertas sobre esta temática, ressalto que as intrusões à nossa privacidade online não se devem apenas a serviços de inteligência. Qualquer serviço online pode conter falhas internas que o propiciam a ataque. Vamos então ver alguns exemplos.

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O primeiro exemplo já deve ser vosso conhecido. Foi, por muitos jornalistas, intitulado “Caso Snowden”. Edward Snowden, um ex-agente da CIA, denunciou o grande sistema americano de vigilância online, o PRISM.

O objetivo deste sistema é monitorizar toda a atividade que se passa nas telecomunicações logo, não vigia apenas o que se passa online. Este serviço pertence à NSA que é a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América.

Por mais estranho que pareça, o PRISM é legal pois existe uma lei norte-americana que diz que o governo pode omitir ordens de vigilância de forma a conseguir monitorizar potenciais ataques ao governo.

Apesar desta grande invasão de privacidade aos utilizadores, o PRISM já salvou diversas vidas pois, através dele, já conseguiram detetar e eliminar diversos ataques terroristas.

Empresas como a Facebook, a Google e a Apple compactuam com este serviço de vigilância fornecendo-lhe dados. A segunda, a Google, já pediu uma maior transparência à NSA para que os utilizadores possam saber que dados são fornecidos e o motivo que pelo qual são fornecidos.

O segundo exemplo que vos trago, prende-se também com a NSA pois foi descoberto que esta recolhe diariamente milhares de fotografias online. Este processo tem um lado positivo pois, ao “engordar” o seu banco de imagens será possível, futuramente, identificar criminosos mais facilmente. Por outro lado, a NSA também recolhe imagens nossas como, por exemplo, uma imagem que publicamos no Facebook.

Depois temos um exemplo de um ataque ao PayPal, um dos sistemas de pagamentos online mais conhecidos. Destaquei a primeira frase, “nada nem ninguém está seguro no mundo da tecnologia”.

Agora podemos recordar a notícia que relata que ocorreu um ataque à Adobe que rendeu, aos atacantes, dados de dois vírgula nove milhões de clientes.

Outro pequeno grande exemplo é um dos ataques a Google sofreu. Esta notícia, como podem ver, é dos mês passado e diz que foram publicados, num fórum russo, os emails e palavras-passe de cinco milhões de contas Google.

Mais um serviço atacado: o eBay. Este é um dos serviços de leilões mais conhecidos online e a própria empresa aconselhou os utilizadores a mudarem a sua palavra-passe.

Finalmente, mas não menos importante, trago-vos o exemplo de um serviço que promete que as imagens são apagadas ao fim de determinado tempo mas, será que isto acontece mesmo? De acordo com diversas informações, cerca de cem mil fotografias e vídeos de utilizadores do Snapchat surgiram na Internet. Reforço ainda que não é a primeira vez que isto acontece com este serviço.

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A maioria das ações para que os nossos dados não caiam nas mãos erradas cabe-nos a nós. O que devemos fazer é, simplesmente, não nos expormos demasiado em situações online, ou seja, não dar dados pessoais a pessoas que não conhecemos, não publicar algo que nos seja importante ou privado, garantir que não utilizamos a mesma palavra-passe em todos os serviços, dentro de muitas outras simples ações que nos podem trazer uma maior privacidade.

Baseado numa apresentação oral de Português.

O que achas desta situação?

Arquivado na categoria: O meu computador


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