Mapa que revela os países que têm melhores hipóteses de sobreviver às mudanças climáticas | Pplware Kids

Mapa que revela os países que têm melhores hipóteses de sobreviver às mudanças climáticas

As mudanças climáticas estão a mudar o mundo de forma radical. Parece não haver um interesse global em travar este problema e o planeta reage com episódios meteorológicos terríveis. Resta-nos saber se o nosso país conseguirá sobreviver às mudanças climáticas.

Há um mapa interativo que mostra quais os países que poderão sofrer consequências devastadoras com as alterações do clima. Será que Portugal se encontra nos que podem ter alguma hipótese?


Todos os dias ouvimos notícias de graves problemas climáticos que vão provocando dano ao redor do globo. São tempestades fortíssimas, ventos devastadores, tornados, terramotos e muitos outros casos que têm assolado alguns países da Terra.

Ouvimos e vemos imagens que mostram a camada de gelo que se desprende dos glaciares e derrete, são os registos de altas temperaturas atípicas em meses de outono, aumento do nível do mar e até tsunamis frequentes.

Há uma pressão enorme para que seja feito algo para travar este fim anunciado da vida tal como a conhecemos. Cresce o deserto, desaparecem as paisagens com neve, aumenta a temperatura do mar matando milhares de milhas de recifes de corais e vida marinha, enquanto eventos climáticos anormais delapidam as economias com custos de milhares e milhares de euros.

Para termos uma ideia, a tempestade que varreu Soure, Montemor e Figueira da Foz provocou danos no valor de mais de 80 milhões de euros. Lá fora, onde os casos têm uma dimensão muito maior, o furacão Harvey, de 2017, causou danos entre 48 mil milhões e 134 mil milhões de dólares.

 

Quem irá sofrer mais com as mudanças climáticas?

Para responder a essa questão, foi elaborado o Índice ND-Gain publicado pela Universidade de Notre-Dame. Este relatório analisou 181 países em relação às suas vulnerabilidades relacionadas com as mudanças climáticas. Além disso, os dados recolhidos e compilados pretendem identificar se esses países estão ou não preparados e o que estão a fazer para enfrentar este problema.

Também foi analisado a quantidade de dióxido de carbono emitido por todos os 181 países a cada ano, isto permite termos uma ideia de como cada nação contribui para a mudança climática. Podemos assim comparar a probabilidade que cada país tem de sobreviver às mudanças no clima global com a sua responsabilidade perante o fenómeno.

 

Qual o país com a maior probabilidade de sobreviver às mudanças?

A resposta é a Noruega, graças à sua baixa pontuação em vulnerabilidade e alta pontuação na preparação. Os seus vizinhos nórdicos também sair-se bem, com a Finlândia (3ª), Suécia (4ª), Dinamarca (6ª) e Islândia (8ª) ficando com 5 dos 10 melhores lugares para sobreviver.

 

E Portugal?

Portugal também está no leque de países, juntamente com os países do norte da Europa onde se poderá viver mais uns dias quando o planeta estiver condenado e se torne inabitável. Classificado na posição 26. Portugal tem um baixo grau de vulnerabilidade.

 

Curiosamente, o Reino Unido e os Estados Unidos não se classificaram entre os 10 melhores, ficando em 12º e 15º respetivamente.

Ambas as nações foram nomeadas entre os 10 países com maior probabilidade de sobreviver às mudanças climáticas na versão de 2015 deste mapa, mas um agravamento geral da sua vulnerabilidade e percentagem de prontidão arredaram-nos para posições mais baixos no ranking.

Ainda mais surpreendente é a posição da China no ranking: 68º. Embora possamos afirmar que é a maior causa das mudanças climáticas globais, emitindo anualmente a enorme quantidade de 9040 toneladas métricas de CO₂ para a atmosfera, esta nação é bastante sensível em termos dos efeitos do aquecimento global.

Isso deve-se em grande parte ao crescimento da população do país, que está a exercer uma grande pressão sobre os recursos naturais e os serviços públicos da China. Ironicamente, a vulnerabilidade da China à mudança climática significa, portanto, que eles poderiam colher o que estão a semear.

 

Quem são os maiores perdedores?

No outro extremo do ranking, não é de surpreender que as nações mais pobres e menos desenvolvidas do mundo tenham a menor chance de sobreviver às mudanças climáticas. Os países da África Subsaariana têm as 10 últimas posições para a sobrevivência, nomeando a Somália como a nação com menor probabilidade de sobreviver às mudanças climáticas.

O Chade, a Eritreia, a República Centro-Africana e a República Democrática do Congo também se saíram mal, devido ao seu governo instável, infraestrutura precária, falta de atenção médica e falta de comida e água.

Esses relatórios servem como um claro lembrete da necessidade dos países mais ricos e poderosos apoiarem as nações mais vulneráveis ​​do mundo. Ainda mais quando muitas das economias mais ricas são aquelas que mais contribuem para as mudanças climáticas, mas são menos propensas a serem afetadas. Ao mesmo tempo, os países empobrecidos com menos responsabilidade sofrem mais.

Para colocar isso em perspetiva, a Eritreia emite apenas 0,01% do total de dióxido de carbono que os Estados Unidos produzem a cada ano: apenas 0,6 toneladas métricas de CO₂ em comparação com 4,997 toneladas do país de Trump.

Sabemos que quer ricos quer pobres, todos serão afetados com as alterações. Há que fazer algo enquanto há margem de manobra.

Arquivado na categoria: Educação


4 Comentários

  1. Vai ser curioso ver este tipo de mapas não corresponder a verdade alguma num futuro próximo. Aliás este mapa funciona precisamente ao contrário, pois os países do norte são os que leão sofrer mais com as alterações climáticas que se avizinham. Sobre o aumento do nível do mar, expliquem-me se souberam como é que as ilhas que todos diziam ir desaparecer dentro de anos, ainda não desapareceram. Pelo contrário, têm aumentado a sua área…

  2. Sebastião César Fagundes

    Não quero aqui questionar dados ou mapas, porém uma é certa, anomalias climáticas já estão a acontecer. Ciclos climáticos e hidrológico já apontam mudanças signicativas, regiões com índice pluviométricos abaixo do esperado, rios com volumes de água cada ano que passa mais baixo, e as temperaturas diárias, cada vez mais altas. Não podemos esperar mais, é necessário e urgente que cada um de nós terráqueos façamos a nossa parte. Ah, e não dá mais pra dizer que precisamos concientizar as pessoas, isso é passado longínquo, hoje a questão é, SENSIBILIDADE, pois, consciência todos nós já temos de sobra, avisos e informações não faltam. Sensibilidade e atitudes urgentes; não podemos esperar mais, diminuir o consumo, reduzirmos as emissões de gases que agravam o efeito estufa. Cada terráqueo precisa plantar no mínimo duas árvores e cuidar dela como se cuida (sustenta) a sua própria vida. Não existe mais o meio termo, ou façamos as mudanças para reverter a problemática ambiental rápido e urgente, ou em breve a vida na Terra não será mais possível.

  3. O futuro ja chegou. Os aspectos mais visiveis estao aí; tempestades inusitadas. Derretimento das calotas polares.

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