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Investigadores descobrem que os níveis de QI estão a cair desde a década de 1970

Se pensa que os jovens hoje são mais inteligentes que as gerações passadas, então saiba que afinal não é verdade.

Investigadores do Centro de Pesquisa Económica Ragnar Frisch (Noruega) descobriram que os resultados dos testes de QI têm vindo a cair lentamente nas últimas décadas. Há algumas explicações possíveis para esta descoberta.


Investigadores noruegueses concluíram que o QI de milhares de pessoas do país tem caído lentamente durante as últimas décadas. Num artigo científico publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, Bernt Bratsberg e Ole Rogeburg sugerem algumas possíveis explicações para esta realidade.

 

Em vez de mais inteligentes, estamos sim a ficar mais “burros”

Algum estudos anteriores já haviam notado que as pessoas de forma geral ficaram mais inteligentes na primeira metade do século XX, conforme medição do Quociente de Inteligência (QI). Essa tendência foi chamada de Efeito Flynn, em homenagem a James R. Flynn, que documentou e promoveu este fenómeno.

na altura foram geradas muitas teorias que tentaram explicar as razões que estavam por trás deste crescente de inteligência no século passado. Destas explicações saíram motivos como uma melhor alimentação, mais e melhor educação, mais saúde e outros fatores igualmente possíveis. Agora, de acordo com os investigadores, esta tendência inverteu-se. Em vez de ficarmos mais inteligentes, estamos sim a ficar mais “burros”!

Conforme podemos ver no estudo, os dados analisados vêm de testes de QI de pessoas que entraram no serviço militar da Noruega entre 1970 e 2009. Estes jovens nasceram entre os anos de 1962 e 1991, e representam todas as classes sociais do país, já que o serviço militar é obrigatório na Noruega.

 

A partir de 1975 as pessoas têm QI mais baixo

Foram recolhidos cerca de 730 mil resultados dos testes e a conclusão foi que a cada década os resultados vinham em média três pontos mais altos, até aos nascidos em 1975. A partir deste ano, começou-se a detetar nos testes uma queda constante no rendimento intelectual.

No estudo, foram analisados resultados de irmãos, nestes resultados, os investigadores encontraram diferenças de inteligência entre membros do mesmo grupo familiar, sugerindo que não são os genes que estão a causar esta queda nos níveis de QI.

Não é que pessoas burras estão a produzir mais descendentes do que as pessoas inteligentes. É algo relacionado ao ambiente, porque estamos a ver as mesmas diferenças dentro das famílias.

Explicou Rogeburg à CNN.

Além dos irmãos, em muitos casos, os investigadores tinham em mãos também os testes de QI dos pais desses jovens, e com isso conseguiram perceber que pais com QI alto tendem a ter mais filhos do que pessoas com QI baixo.

Nas suas conclusões estão fatores como as mudanças no estilo de vida, acontecimentos que podem ter sido responsáveis pela queda nos resultados, assim como mudanças no sistema de educação mudança de comportamento de crianças, que deixaram de ler e passaram a jogar mais vídeo jogos.

 

Serão apenas resultados focados na Noruega?

Não, estes, infelizmente, não foram resultados só observados na Noruega. Foram levados a cabo estudos semelhantes em vários países, tais como Dinamarca, França e Países Baixos, onde foram encontrados resultados iguais. Uma equipa de investigadores britânicos percebeu recentemente que os resultados dos testes de QI têm caído entre 2,5 a 4,3 pontos a cada década desde o final da Segunda Guerra Mundial.

O acesso à educação é atualmente o fator mais conclusivo que explica as disparidades de inteligência, de acordo com Ritchie. Num estudo separado que não foi divulgado, o investigador e os seus colegas examinaram a investigação existente num esforço para demonstrar que permanecer na escola durante mais tempo equivale diretamente a um maior QI.

Teste de QI

 

O mundo vive a outra velocidade e o teste de QI poderá estar ultrapassado

Contudo, são necessárias mais investigações para perceber melhor os fatores ambientais que se acredita estarem ligados à inteligência. Robin Morris, professor de psicologia no Kings College, em Londres, que não esteve envolvido nesta investigação de Ritchie, sugere que as medidas tradicionais de inteligência, como o teste de QI, podem estar fora de moda no mundo acelerado de hoje de constante mudança tecnológica.

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